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Novembro Azul – melhor prevenir que remediar

O câncer de próstata mata um homem a cada 4o minutos no Brasil. O preconceito ainda é a maior barreira na prevenção do câncer da próstata. Enquanto as mulheres desde cedo estão acostumadas a fazer exames preventivos, os homens não têm esse hábito, seja por falta de informação, seja pelo preconceito ou vergonha do exame de toque.

Há alguns anos uma campanha movimenta o mês de novembro para vencer essa barreira. O movimento surgiu na Austrália, em 2003, durante o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, em 17 de novembro. Na Austrália, leva o nome de Movember junção das palavras “moustache” (bigode, em inglês) e november (novembro).

Iluminação Biblioteca Mario Andrade Sp: Biblioteca Mario Andrade Foto: Instituto Lado a Lado pela Vida 2016 – luminação Biblioteca Mario Andrade Sp: Biblioteca Mario Andrade Foto: Instituto Lado a Lado pela Vida

Aqui no Brasil, a campanha foi criada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida. Como acontece há alguns anos, durante o mês de novembro, diversos monumentos e locais públicos de grande visibilidade em todo o Brasil ganham iluminação especial em referência ao Novembro Azul. A ação visa chamar atenção para a realização dos exames preventivos e a importância do diagnóstico precoce da doença. Hoje, o câncer de próstata é o segundo mais comum na população masculina em todo o mundo. Mesmo com a evolução dos métodos de diagnóstico, o homem não busca a prevenção.

No Brasil, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Dados do Ministério da Saúde indicam que 14.484 homens morreram em decorrência da doença no país em 2015.  O diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade, por isso a campanha Novembro Azul quer movimentar toda a sociedade em prol da conscientização e prevenção do câncer de próstata.

Ainda de acordo com dados do Inca, estima-se que, no Brasil, surjam 61.200 novos por ano. O câncer de próstata é o mais comum entre os homens, as causas ainda são desconhecidas, comumente aparece entre os homens da terceira idade. Mas o risco para a doença aumenta significativamente após os 50 anos, e cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos. A chance de desenvolver a doença aumenta em até dez vezes quando já houve algum caso na família. 

Alimentação inadequada à base de gordura animal e com poucas frutas, legumes, grãos e verduras costumam ajudar no surgimento da doença, assim como sobrepeso e obesidade, consumo exagerado de álcool e o tabagismo.

Por demorar a se manifestar, o importante é a prevenção. Exames periódicos (anuais) devem ser feitos em homens a partir dos 50 anos, e aos 45 aos quando há histórico da doença na família (pai ou irmãos).  Além do exame de sangue medindo a dosagem de PSA (antígeno prostático específico) – o valor limite aceitável é 4 ng/ml, embora há casos de tumores com valores abaixo deste, o toque retal, que é rápido (dura menos de 10 segundos) é praticamente indolor, mostra se há alguma alteração  na próstata. Caso haja, é comum a retirada de amostra para biópsia, para confirmar o diagnóstico.

Quando há um tumor, conforme ocorre seu crescimento, alguns sintomas são perceptíveis: dificuldade em urinar, o jato de urina fica mais fraco, aumenta a frequência das micções (principalmente à noite), ardência ou dor ao urinar ou no sêmen.

O  INCA lançou a cartilha Câncer de próstata: vamos falar sobre isso? com o objetivo de informar a população, em linguagem simples, sobre os aspectos gerais da doença, a cartilha trata de aspectos gerais do câncer de próstata, possibilidades e limites para detecção precoce e fatores que podem aumentar o risco da doença.

Você pode baixar a cartilha clicando na imagem:

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Procure na sua cidade eventos e atividades de orientação sobre câncer de próstata e a saúde do homem e ações para estimular a atividade física.

Fontes:

Instituto Lado a lado pela Vida

EBC Agência Brasil

Portal da Urologia

INCA

 

 

 

 

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