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Segunda pessoa mais velha do mundo com síndrome de Down comemora o 76º aniversário

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Robin em sua casa.

Robin Smith comemorou seu 76º aniversário, em 09 de outubro último, junto a amigos e cuidadores em sua casa em Kettering, na Inglaterra. Acredita-se que seja o segundo homem mais velho do mundo com síndrome de Down. Atualmente o homem considerado mais velho é  Kenny Cridge, que completou  77 em fevereiro. O homem mais velho do mundo com Síndrome de Down foi Bert Holbrook, da Minnesota, EUA, que morreu aos 83 anos em 2012.

O que mudou nas últimas décadas para as pessoas com síndrome de down?

Na década de 1940, a expectativa de vida para pessoas com Síndrome de Down era apenas de 12 anos. Na década de 1980, as pessoas com síndrome de Down tinham sobrevida de 20, 30 anos.  Atualmente a expectativa de vida é de 60, 70 anos. Antes, por terem uma expectativa de vida baixa, as pessoas com Down nem mesmo tinham indicação de tomar as vacinas, pois havia o mito de que iriam morrer cedo. Outra questão que melhorou é que as pessoas com Down nascem com cardiopatia congênita e 50% têm indicação de cirurgia cardíaca, mas eles eram os últimos a serem operados e caso houvesse vaga disponível.

Com o avanço da medicina e melhora na condição de vida das pessoas com síndrome, elas também estão envelhecendo, como acontece com a população geral. Ainda há muito para melhorar. Graças à inclusão, a pessoa com síndrome de Down pode ter uma educação formal, ter uma profissão, mas ainda são poucos os projetos que atuam nessa área. Muitos familiares reclamam sobre o fato dessas pessoas serem tratadas como crianças a vida inteira, ficarem na “escola” para sempre, em vez de serem preparadas para a vida.

No Brasil ainda não existe uma estatística específica sobre o número pessoas com Síndrome de Down, mas uma estimativa pode ser feita com base na relação de um para cada 700 nascimentos – cerca de 270 mil pessoas.

Faltam oportunidades sociais, oportunidades de emprego. O poder público e a sociedade precisam considerar que os tempos mudaram, e a inclusão precisa ocorrer de forma efetiva, não apenas ficar no plano das ideias, ou no papel.

 Adaptado de:

Northants Telegraph – UK

Portal Brasil

Fotos: Northants Telegraph – UK

Para saber mais sobre Síndrome de Down:

CEPEC-SP – Centro de Estudos e Pesquisas Clínicas de São Paulo

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