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TOM SP reúne estudantes e pesquisadores com soluções inovadoras em tecnologia assistiva

Por Paulo Velasquez

Durante o último fim de semana estiveram reunidos no Centro de Convenções Rebouças, estudantes, professores e pesquisadores das escolas públicas de tecnologia de São Paulo (ETECs – FATECs –  USP e UNIFESP) para a terceira edição do TOM SP. O evento realizado de 11 a 13 de novembro pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é um espaço para  ideias, projetos e  inovações tecnológicas para ajudar pessoas com necessidades especiais (física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla).

O TOM SP foi inspirado no TOM Israel. A origem do nome surgiu do termo Tikkun Olan usado no judaísmo Rabinico no século  II DC. No contexto moderno Tikkin Olan  é associado à justiça social: é uma frase hebraica que significa “reparar o mundo”.

PRÓTESES 3D – Al2016-11-16unos da Universidade Federal de SP – UNIFESP – de São José dos Campos, criaram  órteses e próteses de baixo custo com uso de impressora 3D, elásticos roliços e fios e nylon, que chegam a custar cerca de R$30,00 , e criam também próteses auriculares.

ENFERMEIRO ELETRÔNICO – Os alunos Guilherme Oliveira Getsch,  16, Gabriel Sardinha, 16 e Carlos Eduardo Palmieri Teixeira, 21, da ETEC Albert Einstein, Casa Verde, São Paulo/SP, criaram o “Enfermeiro Eletrônico”.

enfermeiro1Após pesquisa, os estudantes identificaram que o paciente vítima de algum acidente, ou mal súbito, que fica em casa sozinho por um período, precisa esperar alguém chegar em casa para pedir socorro, e a demora no atendimento adequado pode causar graves sequelas. A partir desta constatação, desenvolveram o “enfermeiro eletrônico”, que capta qualquer movimento brusco e envia uma mensagem a um smartphone programado e o socorro pode ser acionado imediatamente.

fernanda-tomBLID EYES – As alunas Fernanda Lotti, Larissa  Pani orientadas pelo Prof Analder Honório da ETEC  Sylvio de Mattos Carvalho, de Matão/SP, criaram o Bliden: um aplicativo que faz a leitura de QR Code e sonoriza as informações armazenadas no código para que cegos e deficientes visuais possam ter, por exemplo,  as informações de produtos das prateleiras de supermercados, drogarias, lojas, etc. Basta digitar as informações no programa em um computador, gerar o QR Code (há três opções de tamanho) e imprimir. A orientação é que o QR Code deva ser colocado junto de informações em braile.

cadeira_ituAlunos de mecatrônica da Fatec, em Itu,Julio Cezar Lucci, Augusto Pedro Gomes, Ricardo Vinicius Grigoletto, Erick Matheus R Costa, orientados pelo Prof. André Almeida criaram automação de cadeiras de rodas com movimentos dos músculos da  testa, através das ondas elétricas do cérebro, como nos exames de eletroencefalograma.

 

Antonio De Pádua Lima F°, professor na UNESP de Ilha Solteira, adaptou um triciclo a uma bicicleta para que pessoas com deficiência motora nos membros inferiores possam ter estimulação, e aproveitar um passeio com alguma pessoa que irá impulsionar o conjunto pedalando.antonio_cadeira

O professor Antonio, pensando nas dificuldades das pessoas que não possuem os membros superiores, ou não tem movimentos, com reservatórios de água de limpadores de para-brisas, uma turbina de vento, e pedaleiras de máquinas de costura, montou um aparelho para ser adaptado em vasos sanitários onde um pedal aciona um jato de água com sabão neutro, outra pedaleira aciona jato de água limpa, e um terceiro aciona a turbina que leva ar para a secagem do usuário.

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PRÓTESES – Também da Fatec de Ilha Solteira, Ricardo Taoni Xavier   inventou meios de criar próteses de mãos e braços, com movimentos individuais dos dedos, ao invés do movimento de pinça que a maioria das próteses  oferece, e um baixíssimo custo (cerca de R$ 6novembro400,00), em relação às similares importadas. Além de poder ser “calibrada” individualmente através do espelhamento feito com uma luva de goleiro preparada com sensores, há a possibilidade de o usuário receber com a calibragem padrão, sem a necessidade de deslocamento e estadia.

HAPTIKOS – Do Rio Grande do Sul, Gabriel Schültz de Souza percebeu as dificuldades de comunicação das pessoas cegas-surdas, e montou o Haptikos: um gabrielcolete com uma minúscula câmera que capta as imagens do interlocutor do usuário surdo-cego que usando um colete com sensores (pequenos motores) nas costas, recebe os estímulos que funcionam como a interação háptica que é feita normalmente com a mão nas costas da pessoa cega-surda. Um aplicativo faz a “tradução” dos movimentos captados pela câmera e os estímulos pelo colete.

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MEDROOM - Os alunos na área de saúde, seja em cursos regulares, de aperfeiçoamento e formação de profissionais,  podem contar com treinamentos em realidade virtual. Sandro Nhaia e Vinicius Gusmão com o Medroom. Universidades e escolas que ministram cursos de aperfeiçoamento e especializações usam o Medroom para que os alunos possam ter uma ideia exata do que encontrarão na prática, e podem simular intervenções, tratamentos e aprender como são os órgãos e sistemas que serão trabalhados nas aulas práticas, e com isso tornar a aprendizagem mais rápida, objetiva otimizando tempo e recursos.

WEBSONORA – Os professores Guilherme Orlandini e Gilson Aparecido Castadeli criaram o WebSonora: um aplicativo que transmite, por voz, informações solicitadas pelo usuário. Porém está bem longe de ser mais um “aplicativo de voz para deficientes visuais”.

guilhermeImagine o usuário pedindo que o aplicativo faça pesquisas por um palavra, um nome, uma personagem, ou em algum site específico, ou queria saber das noticias quaisquer que sejam, ou até uma pesquisa escolar, o WebSonora  faz tudo isso.

O aplicativo que já está disponível para download gratuito, pode ajudar alunos de qualquer série, com ou sem deficiência, a fazer pesquisas por voz, sobre qualquer matéria, e terá os resultados falados pelo WebSonora.

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